Ducati Cucciolo de 1948

Paralelamente ao êxito das scooters e aproveitando a grande facilidade das licenças camarárias para condutores, surgiram em Portugal os´célebres Cucciolo, com motores vindos de Itália que ao serem aplicados nas bicicletas, permiiam que rolassem sózinhas e tornariam um meio de transporte barato no rescaldo da II Grande Guerra.
A palavra cucciolo, que em italiano significa cachorro, deu nome ao pequeno motor feito na Fábrica de Siata, em Turim.
Em 1948, começou-se a construir o pequeno motor em grandes séries, deixando para trás as máquinas de barbear, as calculadoras, os rádios e tantos outros aparelhos da marca Ducati.
Os motores foram exportados para todo o mundo.
Em Portugal, o dinãmico Carlos Tomás (um dos pioneiros do pronto-a-vestir em Cascais, dono da Casa Tomás, na Rua Direita), resolveu importar uns quantos motores cucciolo, pois comparada à Lira italiana, a moeda portuguesa, em 1948, era bastante forte. Partiu depois para a zona de Águeda, onde sabia que eram construidas várias marcas de bicicletas e celebrou um contracto com o industrial Constantino Ferreira da Silva, para que este lhe fornecesse os primeiros quadros completos para os motores cucciolo, já com uma forqueta com amortecedor.
O sucesso das cucciolo levou a que muitas empresas começassem a importar “velomotores” como Alpino, Pellegrino, Ilo, de Itália, DKW, NSU, VIctoria, Zundapp, Sachs e Lutz da Alemanha, etc.
Só que o Estado português nunca deu licença para importação em quantidade, concedia apenas umas quotas muito pequenas, pelo que os importadores, ao verem o sucesso de tais máquinas junto da população, resolveram importar apenas motores, começando a desenvolver-se uma enorme indústria de motorizadas em Portugal.
Características Técnicas
Marca: DUCATI
Modelo: CUCCIOLO
Ano: 1948
Cilindrada: 49cc
Nº de cilindros: 1 Cilindro
Combustível: Gasolina
Potência: ------
Velocidade máxima: +/- 40Km/h
